Integrantes da etnia Kapinawá que residem no Parque Nacional do Catimbau, localizado no município de Buíque, no Agreste de Pernambuco, decidiram abrir as portas de suas aldeias para o turismo cultural e comunitário. A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Sebrae-PE, visa combater o apagamento histórico da presença indígena na região e gerar renda sustentável para as comunidades locais por meio da valorização da ancestralidade, do artesanato e da apresentação de rituais como o toré.
A abertura ao público ocorre em meio à luta contínua da comunidade pela demarcação e reconhecimento de seus territórios originários, que ficaram sobrepostos pela criação do Parque Nacional em 2002. Lideranças indígenas destacam que o acolhimento de visitantes de forma consciente e não massificada representa um ato de resistência contra o preconceito e a invisibilidade. A ação faz parte de um plano integrado do Sebrae para fortalecer o ecoturismo e os pequenos negócios na região do Vale do Catimbau até 2027.
Valorização da Ancestralidade
As vivências na Aldeia Malhador incluem apresentações de cantos ancestrais, o ritual do toré e a comercialização de peças artesanais produzidas pelas próprias famílias. O projeto reafirma a presença secular dos Kapinawá no território e promove a conscientização ambiental e social dos turistas.

Imagem Ilustrativa/Magnific