Um dos destinos mais visitados do Brasil, Porto de Galinhas, em Ipojuca (PE), passa por um processo de reestruturação profunda em sua gestão de orla neste início de 2026. A medida é uma resposta direta a um episódio de violência registrado no final de dezembro, quando empresários mato-grossenses foram agredidos por cerca de 30 pessoas, incluindo barraqueiros, após uma discussão sobre cobranças abusivas pelo uso de cadeiras e guarda-sóis.
O novo decreto municipal estabelece tolerância zero para práticas antes comuns na região. Estão terminantemente proibidas a cobrança de consumação mínima e a venda casada na faixa de areia. Além disso, o ordenamento agora define critérios rigorosos para a instalação de estruturas, visando garantir o livre acesso ao espaço público. O Procon-PE já iniciou a aplicação de sanções, incluindo uma multa de R$ 12 mil e a interdição temporária do estabelecimento pivô da confusão.
A Prefeitura de Ipojuca intensificou a presença da Guarda Municipal e de órgãos de fiscalização estadual para garantir a segurança dos visitantes e a previsibilidade para os comerciantes regulares. “Não estamos falando de ações pontuais, mas de um novo padrão de gestão”, afirmou o prefeito Carlos Santana. O setor turístico local, que gera cerca de 15 mil empregos, busca agora recuperar a imagem do destino, que mantém uma taxa de ocupação hoteleira próxima dos 100%.
As investigações policiais continuam para punir os responsáveis diretos pelas agressões físicas, enquanto a administração municipal monitora permanentemente o cumprimento das novas regras de proteção ao consumidor.

Praia de Porto de Galinhas – iStock