O Observatório de Dinâmica Solar da Nasa registrou, na manhã da última quarta-feira (4), uma erupção solar de classe X4.2, uma das categorias mais potentes de explosões estelares. O fenômeno atingiu seu pico às 7h13 (horário dos EUA), consolidando um período de intensa atividade solar que teve início na última terça-feira (3).
De acordo com o Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA), o evento gerou uma ejeção de massa coronal — uma nuvem de partículas carregadas — que está em rota de aproximação com a Terra. A previsão é que a maior parte desse material passe pelas extremidades norte e leste do planeta ao final desta quinta-feira (5), podendo causar impactos indiretos na magnetosfera terrestre.
Os efeitos práticos dessas tempestades solares afetam diretamente a infraestrutura tecnológica. A radiação pode causar a interrupção total de sinais de rádio de alta frequência nas áreas iluminadas pelo Sol no momento do impacto. Operadores de sistemas de comunicação e usuários de rádio devem estar preparados para instabilidades que podem durar de alguns minutos a várias horas. Embora erupções de classe X sejam eventos de magnitude extrema, especialistas ressaltam que elas são monitoradas e fazem parte do ciclo de atividade solar.

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