A temperatura política subiu em Pernambuco após o Governo do Estado, por meio da Procuradoria Geral (PGE), acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a Emenda Constitucional nº 68/2025. A norma, aprovada pela Assembleia Legislativa (Alepe), altera regras do teto salarial e permite a conversão de benefícios, como licença-prêmio, em dinheiro para servidores estaduais.
O líder da oposição, deputado Cayo Albino (PSB), reagiu duramente, acusando a governadora Raquel Lyra de “seletividade”. O parlamentar questionou por que o Executivo usa rigor jurídico contra o Legislativo, mas não teria agido com a mesma firmeza em relação a supostas irregularidades na empresa de transportes ligada à família da gestora, a Logo Caruaruense.
Do outro lado, o Governo argumenta que a emenda possui “vício de iniciativa” (quando o Legislativo cria despesas que seriam de competência do Executivo) e alerta para um impacto fiscal de R$ 105,2 milhões apenas em 2026. A ação está sob relatoria do ministro André Mendonça, que decidirá sobre o pedido de suspensão imediata da medida.

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