O câncer de pele continua sendo o tipo de tumor mais frequente no Brasil, correspondendo a 33% de todos os diagnósticos oncológicos no país. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a projeção é de que 263 mil novos casos da doença (tipo não melanoma) surjam até 2028, reforçando a necessidade urgente de prevenção e diagnóstico precoce.
Considerada uma doença silenciosa, o câncer de pele pode evoluir discretamente. O oncologista Diogo Sales, do Hospital Jayme da Fonte, alerta que qualquer mudança em sinais antigos ou o surgimento de novas lesões que não cicatrizam em até quatro semanas devem ser investigados. O diagnóstico inicial é a chave para evitar tratamentos agressivos e garantir a cura, sendo a biópsia o exame definitivo nos casos suspeitos.
O tratamento é interdisciplinar e varia conforme a profundidade e o tipo da lesão, podendo envolver desde cirurgias simples até imunoterapia. Para evitar a doença, especialistas recomendam o uso diário de protetor solar e barreiras físicas, como chapéus e roupas com proteção UV, lembrando que o efeito da radiação solar é cumulativo ao longo da vida.
MÉTODO ABCDE: COMO FAZER O AUTOEXAME
- A de Assimetria: Uma metade do sinal é diferente da outra.
- B de Bordas: Contornos irregulares, recortados ou mal definidos.
- C de Cor: Presença de várias cores (preto, castanho, cinza) ou mudança de tonalidade.
- D de Diâmetro: Sinais com tamanho maior que 5 milímetros.
- E de Evolução: Mudança rápida de tamanho, formato, cor ou sintomas como coceira e sangramento.

Imagem Ilustrativa/FreePik