A liquidação extrajudicial do Will Bank pelo Banco Central, decretada após o colapso do Banco Master, mergulhou milhões de correntistas em uma crise financeira profunda. Com cerca de 12 milhões de clientes — a maioria de baixa renda e residente na região Nordeste —, a instituição teve todos os saldos bloqueados, impedindo o pagamento de despesas básicas como aluguel, luz e alimentação.
Diferente de grandes bancos, o Will operava com contas de pagamento, que não possuem cobertura direta do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Embora a lei determine que esses valores sejam mantidos separadamente e devolvidos integralmente pelo Banco Central, não há um prazo definido para que isso ocorra. O reembolso depende da conclusão da lista de credores pelo liquidante oficial, um processo que pode levar meses.
Para tentar amenizar o impacto, o FGC antecipou o pagamento para quem tinha até R$ 1 mil a receber. No entanto, clientes com valores maiores ou investimentos via corretoras seguem de mãos atadas. Especialistas alertam que, apesar do bloqueio do saldo para saques, as dívidas (faturas de cartão e empréstimos) continuam valendo e devem ser pagas para evitar a negativação do CPF.
GUIA DE SOBREVIVÊNCIA PARA O CLIENTE
- Documentação: Salve prints do saldo, extratos recentes e comprovantes de movimentação imediatamente.
- Dívidas e Cartão: As faturas continuam vencendo. Tente pagar por outros meios para evitar juros e nome no SPC/Serasa.
- Chaves PIX: As chaves vinculadas ao Will Bank foram desativadas automaticamente; cadastre novas chaves em outra conta.
- Justiça: Em casos de extrema urgência (como falta de dinheiro para comida ou remédios), advogados orientam entrar com ações judiciais para tentar a liberação imediata.
- Acompanhamento: Monitore o site do FGC e do Banco Central para editais sobre a liberação de valores.

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