O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou que viajará a Brasília na próxima segunda-feira (9) para protocolar um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa ocorre após a revelação de mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que sugerem uma comunicação direta e particular entre o magistrado e o empresário, inclusive no dia da prisão de Vorcaro.
Segundo as investigações, os diálogos indicam que o banqueiro prestava contas a Moraes sobre negociações de venda do banco e consultava o ministro sobre a lista de convidados para eventos jurídicos internacionais. Zema classificou a situação como inaceitável, afirmando que membros da Suprema Corte devem estar acima de qualquer suspeita. Este será o décimo pedido de impeachment contra ministros do STF protocolado apenas em 2026, em um cenário de forte pressão sobre o Senado Federal, a quem cabe decidir pela abertura ou não dos processos.
OS PONTOS CENTRAIS DA ACUSAÇÃO
O pedido de impeachment fundamenta-se em três pilares principais revelados pela perícia no aparelho de Daniel Vorcaro:
- Mensagens Particulares: Troca de informações entre o banqueiro e o ministro utilizando o recurso de visualização única para manter o sigilo.
- Consultas sobre Inquéritos: Indícios de que Vorcaro consultava Moraes sobre o andamento de processos sigilosos que tramitavam na Justiça Federal.
- Interferência em Eventos: Mensagens sugerindo que o ministro orientou o bloqueio de outros empresários, como Joesley Batista, em fóruns jurídicos no exterior.
- Conflito de Interesses: A oposição também cita contratos milionários entre o banco de Vorcaro e o escritório de advocacia da esposa do ministro.

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