A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é uma das principais causas de infertilidade em pessoas com útero, atingindo entre 10% e 13% das mulheres em idade reprodutiva, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A condição é caracterizada por uma disfunção hormonal que impede a ovulação regular, dificultando a gravidez de forma natural.
De acordo com o ginecologista Wandelson Rangel, do Hospital Jayme da Fonte, a SOP está ligada a fatores como resistência à insulina e aumento de hormônios androgênios. Além de afetar a liberação dos óvulos, essas alterações podem prejudicar a qualidade do endométrio, o que dificulta a implantação do embrião. No entanto, o especialista ressalta que o diagnóstico não é uma sentença de infertilidade, mas sim um sinal de que o ambiente hormonal precisa de ajuste e acompanhamento especializado.
O tratamento é individualizado e vai além do uso de anticoncepcionais. Para quem deseja engravidar, as estratégias incluem mudanças no estilo de vida — como controle de peso e exercícios —, regulação da glicemia e, em alguns casos, o uso de indutores de ovulação ou técnicas de reprodução assistida. O médico alerta que a avaliação deve ser multidisciplinar, focando na saúde metabólica geral para garantir uma gestação segura e um pré-natal criterioso.

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