O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endureceu o tom contra o regime iraniano durante o tradicional encontro do Dia de São Patrício na Casa Branca, nesta terça-feira (17). Ao lado do primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, Trump afirmou categoricamente que o mundo não pode permitir que “lunáticos” tenham acesso a armas nucleares, justificando a atual ofensiva militar como uma medida para eliminar o que chamou de “terrorismo nuclear”.
A reunião, que costuma ter um caráter simbólico e festivo, foi dominada pela escalada das tensões no Oriente Médio. Trump previu que o conflito não deve se prolongar e que, após o término das hostilidades, os preços globais de energia devem “despencar”. O presidente americano também aproveitou a ocasião para criticar abertamente os aliados da OTAN, além de Japão, Austrália e Coreia do Sul, por não terem aderido à operação militar liderada pelos EUA contra o Irã, classificando a neutralidade desses países como um “erro tolo”.
Enquanto Micheál Martin manteve um tom diplomático, focando nos laços históricos e econômicos entre Irlanda e Estados Unidos, Trump reforçou seu isolacionismo estratégico. Em suas redes sociais, o presidente chegou a declarar que os EUA não precisam e nem desejam mais a ajuda de seus parceiros tradicionais de defesa para conduzir a operação. A expectativa do governo americano é que a recuperação do Irã leve pelo menos uma década após os danos causados pelas recentes intervenções.

Imagem/Reprodução