O Governo Federal acompanha com cautela a mobilização de associações de caminhoneiros que sinalizam uma paralisação nacional em resposta ao aumento expressivo no preço dos combustíveis. Segundo lideranças da categoria, o óleo diesel registrou uma alta de 18,86% nos últimos 30 dias, o que teria inviabilizado o custo do frete para motoristas autônomos e transportadoras.
No Palácio do Planalto, a avaliação oficial é de que ainda é prematuro falar em greve, mas o Executivo confirmou que estuda medidas emergenciais para “minorar a situação” e evitar o desabastecimento. Wallace Landim, conhecido como “Chorão”, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), criticou duramente os reajustes, associando a instabilidade externa aos impactos diretos no mercado interno.
A atual crise evoca paralelos com o cenário de 2022, quando o preço dos combustíveis foi centro de debates políticos acalorados. Na esfera legislativa, as movimentações também se intensificam: o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) iniciou articulações com Gilberto Kassab (PSD) visando a presidência da Câmara, enquanto no Senado, o PSDB avalia alianças estratégicas para as próximas composições de bancada.
Outro ponto de atenção no Judiciário é a decisão do ministro André Mendonça, do STF, sobre a prorrogação da CPMI do INSS, que pode estender os trabalhos até o fim de maio. Enquanto isso, o lançamento do ECA Digital, previsto para esta semana, sofreu um breve adiamento por decisão presidencial, devendo ocorrer nesta quarta-feira (18).

Governo quer impedir os efeitos de uma greve de caminhoneiros – ROOSEVELT CÁSSIO / DIVULGAÇÃO