FAÍSCA NA BASE: PRESIDENTE DO PT REBATE MINISTRO E GARANTE PALANQUE ÚNICO DE LULA COM JOÃO CAMPOS EM PERNAMBUCO

Por Redação 09/06/2026 08:38 • Atualizado Há 8 horas
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O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e coordenador-geral da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Edinho Silva, desmentiu categoricamente a possibilidade de o governo federal adotar uma estratégia de palanque duplo no estado de Pernambuco para as eleições de 2026. Em declaração contundente concedida na noite desta segunda-feira (8), o dirigente partidário assegurou que o chefe do Executivo terá um palanque único e exclusivo em solo pernambucano, estruturado em torno da pré-candidatura do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Governo do Estado.

A manifestação oficial da cúpula petista funciona como uma retificação direta e um freio à declaração dada horas antes pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT). Em entrevista ao jornal O Globo, Dias — escalado para coordenar a campanha de Lula na região Nordeste — havia sinalizado que a engenharia política do Planalto contemplaria o apoio simultâneo a João Campos e à atual governadora Raquel Lyra (PSD), sob a justificativa de que parcelas do PT apoiaram a gestora no segundo turno de 2022 e de que a aproximação administrativa ampliaria a governabilidade. “Essa posição está clara desde o início. O PSB é o maior aliado do PT no Brasil todo. Esse ruído é desnecessário”, cravou Edinho Silva.

De acordo com bastidores políticos divulgados pela imprensa nacional, o recuo estratégico do PT foi precipitado por uma forte reação do próprio João Campos. O socialista teria entrado em contato direto com a presidência do PT para manifestar profunda insatisfação e cobrar explicações institucionais sobre as falas de Wellington Dias. Para o PSB, a manutenção do controle do Palácio do Campo das Princesas é tratada como a prioridade máxima da legenda no país em 2026. Dirigentes do partido chegaram a sinalizar que uma eventual divisão do capital político de Lula em Pernambuco poderia tensionar a aliança nacional, gerando reflexos negativos e reavaliações de apoio recíproco em outras unidades da federação.

Com o posicionamento firmado por Edinho Silva, o PT busca blindar a histórica aliança programática com o partido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, estancando uma crise que ameaçava desestabilizar os arranjos regionais da centro-esquerda. Por outro lado, a exclusividade prometida a João Campos impõe um revés tático aos articuladores políticos de Raquel Lyra, que apostavam na consolidação de um palanque híbrido com o governo federal para neutralizar o avanço da oposição e conquistar franjas do eleitorado progressista no estado.

Imagem/Reprodução

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