ALERTA EM PERNAMBUCO: PROFISSIONAIS DE SAÚDE PODEM TER RECEBIDO VACINA DA DENGUE QUE FOI SUSPENSA

Por Redação 09/06/2026 09:00 • Atualizado Há 7 horas
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A Secretaria de Saúde de Pernambuco monitora o impacto da suspensão temporária e preventiva da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan (Butantan-DV), determinada pelo Ministério da Saúde após o registro de eventos adversos graves em profissionais da linha de frente. Desde o início da campanha nacional, em fevereiro deste ano, o público-alvo prioritário para receber o imunizante no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) foi composto por trabalhadores da atenção primária e de Unidades Básicas de Saúde (UBS). No estado, a confirmação exata sobre o número de doses aplicadas e o quantitativo de pessoas imunizadas ainda passa por levantamento técnico da pasta estadual.

De acordo com balanço divulgado pela pasta federal e com dados de farmacovigilância consolidados até o dia 30 de maio, pouco mais de 500 mil doses da Butantan-DV foram administradas no país, de uma meta inicial que previa cobrir 1,2 milhão de trabalhadores da saúde. A suspensão cautelar ocorreu devido a 42 notificações de reações severas adversas (0,008% do universo vacinado). Dentro desse grupo específico, três casos evoluíram com sinais de dengue grave em um intervalo de até três semanas após a injeção: uma paciente foi internada e recuperou-se em UTI, enquanto outros dois profissionais — uma mulher de 48 anos, vítima de complicação neurológica, e um homem de 58 anos, acometido por choque refratário — foram a óbito.

O Ministério da Saúde esclareceu que a paralisação do cronograma de vacinação visa garantir a segurança sanitária da população, embora não haja qualquer nexo de causalidade ou comprovação definitiva de que os óbitos e o desenvolvimento dos sintomas graves tenham sido provocados pela dose do imunizante. O Executivo nacional recomendou formalmente que as gestões municipais e estaduais realizem uma busca ativa de caráter epidemiológico, monitorando sistematicamente todos os pacientes que receberam o produto nas últimas três semanas para identificar possíveis intercorrências de forma imediata.

A despeito da gravidade dos episódios sob investigação, as autoridades sanitárias reiteram o histórico de segurança e a alta eficiência demonstrada pela vacina, que possui tecnologia 100% brasileira e foi validada com 74,7% de eficácia geral em testes publicados na revista científica Nature. Paralelamente ao impasse na imunização da dengue, o Ministério da Saúde mantém o andamento de outros programas vacinais e confirmou que o início da distribuição do imunizante Pneumo 20 pelo SUS — que substitui a versão de 10 valências ampliando a proteção contra pneumonias e meningites graves bacterianas para crianças menores de 5 anos — ocorrerá dentro das próximas duas semanas.

Reprodução/Instituto Butantan

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