EFICÁCIA GARANTIDA: QUEM TOMOU VACINA DA DENGUE HÁ MAIS DE 21 DIAS PODE FICAR TRANQUILO, AFIRMA BUTANTAN

Por Redação 09/06/2026 17:56 • Atualizado Há 13 horas
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O diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, trouxe esclarecimentos importantes e buscou tranquilizar a população nesta terça-feira (9), após o Ministério da Saúde suspender temporariamente a aplicação do imunizante brasileiro contra a dengue (Butantan-DV). Em entrevista, o especialista assegurou que as pessoas que receberam a dose única há mais de 21 dias podem ficar “absolutamente descansadas”, uma vez que o período crítico para potenciais reações adversas agudas já foi superado e o organismo passa a usufruir da janela de imunização consolidada nos ensaios clínicos.

Segundo Kallás, os indivíduos que ultrapassaram a marca das três semanas pós-vacina contam com os índices de proteção validados cientificamente: 65% de eficácia geral para evitar a infecção pelo vírus da dengue por até cinco anos e 80% de eficácia para impedir a evolução rumo a quadros graves da doença. A paralisação da campanha nacional — que já imunizou cerca de 500 mil profissionais de saúde da atenção primária até o final de maio — é uma medida padrão de farmacovigilância e não anula a segurança ou a robustez imunológica comprovada do insumo nacional.

A suspensão cautelar foi recomendada de forma consensual pelo Comitê de Farmacovigilância Nacional depois que os canais de monitoramento captaram 42 ocorrências severas entre as centenas de milhares de doses aplicadas. O universo de reações graves representa apenas 0,008% do total de vacinados. No momento, três casos específicos — que envolveram dores abdominais intensas, vômitos e sangramentos — recebem atenção máxima das autoridades, incluindo dois óbitos sob rigorosa investigação epidemiológica. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou que, até o presente momento, os relatórios municipais e estaduais não apresentam dados técnicos suficientes para estabelecer qualquer nexo de causalidade entre os óbitos e a vacina.

Para quem tomou o imunizante em um período inferior a 21 dias, a orientação do Butantan e do Programa Nacional de Imunizações (PNI) é manter um monitoramento atento ao próprio corpo. Caso surjam sintomas como febre alta repentina, tonturas, sonolência excessiva, manchas hemorrágicas ou sinais severos de desidratação, o paciente deve procurar assistência médica imediata. O diretor do PNI, Eder Gatti, reforçou que a pausa serve para dar tempo ao desenvolvimento de estudos adicionais em diferentes cenários demográficos, mantendo a confiança na capacidade científica e na segurança do primeiro imunizante de dose única produzido integralmente no país.

Vacina de dengue do Instituto Butantan (Foto: Divulgação)

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