COPA DO MUNDO 2026 COMEÇA NESTA QUINTA COM FORMATO INÉDITO E FORTES TENSÕES POLÍTICAS NOS EUA

Por Redação 11/06/2026 11:29 • Atualizado Há 5 horas
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Tem início oficial nesta quinta-feira (11) a Copa do Mundo de 2026, o maior evento de futebol do planeta, com o confronto de abertura entre as seleções do México e da África do Sul, no lendário Estádio Azteca, na Cidade do México. No entanto, muito além das quatro linhas, o torneio já entra para a história marcado por uma expansão estrutural sem precedentes e por um clima de extrema fricção geopolítica. Sob o comando de uma tríplice aliança de sedes entre México, Canadá e Estados Unidos, a competição será majoritariamente centralizada em solo americano, onde acontecerão 78 das 104 partidas programadas.

Do ponto de vista esportivo, a edição de 2026 estreia um formato inédito que inflou o número de participantes de 32 para 48 seleções. Na primeira fase, as equipes estão distribuídas em 12 grupos com quatro integrantes cada, de onde avançarão os dois melhores de cada chave mais os oito melhores terceiros colocados gerais. Essa mudança drástica na engenharia do campeonato adiciona uma rodada a mais aos mata-matas (fase de dezesseis-avos de final), totalizando 32 classificados para os confrontos eliminatórios diretos. À exceção de apenas uma partida agendada para o Estádio Azteca, todos os jogos eliminatórios subsequentes do torneio ocorrerão em estádios norte-americanos.

Contudo, a centralização do torneio nos Estados Unidos transformou o evento em palco para os desdobramentos da agenda externa e interna do presidente Donald Trump. A Copa inicia em meio ao reacendimento de hostilidades militares diretas entre Washington e Teerã. Classificada para a disputa, a seleção do Irã enfrentará restrições severas: a delegação teve o pernoite proibido em território americano, sendo forçada a se hospedar em Tijuana, no México, para se deslocar apenas nos dias de jogos. Além de vistos negados a membros da comissão técnica, o governo Trump confiscou, a dois dias da estreia, a cota regulamentar de 8% dos ingressos que seriam destinados aos torcedores iranianos.

As rígidas diretrizes anti-imigração da Casa Branca também geraram incidentes diplomáticos com outras delegações. O atacante iraquiano Aymen Hussein foi retido e interrogado por sete horas ao desembarcar em Chicago, enquanto o fotógrafo oficial de sua seleção foi deportado. O caso de maior repercussão internacional envolveu o árbitro somali Omar Artan, eleito o melhor do continente africano e escalado pela Fifa para o quadro do mundial; Artan teve a entrada sumariamente negada ao pousar no aeroporto de Miami e foi obrigado a retornar à Somália. Questionado sobre os episódios que violam protocolos tradicionais de acolhimento do torneio, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, adotou postura cautelosa, lamentando os ocorridos, mas ponderando que a entidade não possui controle sobre as leis de soberania e segurança nacional das sedes.

Imagem Ilustrativa/IA

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