ANIVERSÁRIO DO RECIFE: CONHEÇA A HISTÓRIA DAS MULHERES QUE DÃO NOME ÀS RUAS DA CIDADE

    Por Redação 12/03/2026 14:23 • Atualizado Há 3 horas
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    Nesta quinta-feira (12), o Recife celebra 489 anos de história. Para marcar a data, um olhar sobre o mapa da cidade revela uma desigualdade histórica: dos mais de 11 mil logradouros públicos, apenas 561 levam nomes femininos — a maioria ruas discretas, vilas ou travessas. No entanto, por trás desses poucos nomes, resistem trajetórias de caridade, luta política e influência social que ajudaram a moldar a capital pernambucana.

    Um dos exemplos mais emblemáticos é a Rua Amélia, nas Graças. Amélia Alves da Silva Oliveira, nora do Barão de Beberibe, ficou conhecida por sua solidariedade silenciosa. No final do século XIX, ela costumava deixar cestas de alimentos nos fundos de seu palacete (hoje o Museu do Estado) para alimentar pessoas em situação de rua, escondida do marido, que era um dos maiores traficantes de pessoas escravizadas do estado. O gesto deu origem ao nome popular da via.

    Outras homenagens refletem o poder imperial, como a Rua Imperatriz Teresa Cristina, na Boa Vista, nomeada após a visita do Imperador Dom Pedro II em 1859, ou a posse de terras, como nos casos do bairro da Madalena (Madalena Gonçalves) e da Ilha de Joana Bezerra. Além destas, a memória política também se faz presente na Zona Norte, onde ruas do Alto do Buriti imortalizam militantes como Anatália de Souza Alves de Melo, assassinada durante a Ditadura Militar. As homenagens femininas, embora em menor número, seguem como fragmentos essenciais da identidade recifense.

    Rua Imperatriz Teresa Cristina (Marina Torres/DP Foto)

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