LULA CONDICIONA ENTRADA DE ASSESSOR DE TRUMP À LIBERAÇÃO DE VISTO DE MINISTRO BRASILEIRO

    Por Redação 14/03/2026 13:20 • Atualizado Há 4 horas
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    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na última sexta-feira (13), que o assessor do governo dos Estados Unidos, Darren Beattie, está proibido de entrar no Brasil enquanto as restrições de visto contra o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e sua família não forem revogadas. A declaração foi feita durante agenda oficial no Rio de Janeiro, em resposta à tentativa do aliado de Donald Trump de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão.

    Lula classificou a medida como uma forma de proteção ao seu gabinete, lembrando que, em 2025, os Estados Unidos cancelaram os vistos da esposa e da filha de 10 anos do ministro Padilha. Na ocasião, o visto do próprio ministro já estava vencido. “Padilha, esteja certo que você está sendo protegido”, declarou o presidente, enfatizando que a reciprocidade diplomática será aplicada ao funcionário do Departamento de Estado americano.

    Paralelamente à fala do Executivo, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), já havia negado o pedido de visita protocolado pela defesa de Bolsonaro. A decisão de Moraes foi embasada por um parecer do Itamaraty, assinado pelo chanceler Mauro Vieira, que alertou para o risco de “indevida ingerência” nos assuntos internos do Brasil, visto que a agenda de Beattie não previa encontros oficiais com o governo brasileiro e ocorreria em pleno ano eleitoral.

    Imagem/Reprodução

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