Um estudo publicado na revista científica Aging Cell sugere que a chave para compreender a longevidade pode estar em marcadores específicos no sangue. Pesquisadores da Duke University School of Medicine utilizaram inteligência artificial para analisar amostras de mais de 1.200 idosos, com 71 anos ou mais, e observaram que pequenas moléculas de RNA, chamadas piRNAs, podem funcionar como indicadores de sobrevivência a curto prazo.
A análise de um grupo de seis piRNAs específicos sinalizou a probabilidade de um indivíduo sobreviver por pelo menos mais dois anos com um índice de acerto de 86%. Segundo a pesquisa, para previsões de curto prazo, essas moléculas apresentaram desempenho superior a indicadores tradicionais, como níveis de colesterol e idade. O objetivo dos cientistas é que, no futuro, exames de sangue práticos e minimamente invasivos auxiliem na identificação de riscos de saúde e na promoção de um envelhecimento com maior qualidade de vida.
PONTOS ANALISADOS PELA PESQUISA
O estudo buscou comparar diferentes fatores para entender a influência biológica na duração da vida:
- Curto Prazo (até 2 anos): Os piRNAs demonstraram maior eficácia que outros dados clínicos convencionais para prever a sobrevivência nesse intervalo.
- Longo Prazo: Embora as moléculas de RNA ofereçam dados valiosos, fatores de estilo de vida — como alimentação e exercícios — tornam-se mais influentes com o passar do tempo.
- Metodologia: Foram examinados 187 fatores clínicos e 828 trechos de RNA por meio de processamento de dados.

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