Uma pesquisa publicada na revista Nature Communications revelou a existência de uma “assinatura secreta” do câncer no núcleo das células. Ao contrário do que a ciência acreditava, as enzimas responsáveis pela produção de energia (metabolismo) não atuam apenas fora do núcleo; o estudo identificou mais de 200 dessas enzimas ligadas diretamente ao DNA humano. Essa “impressão digital nuclear” é exclusiva para cada tipo de célula e varia conforme o tumor, abrindo uma nova fronteira para o diagnóstico e tratamento da doença.
A descoberta, liderada por pesquisadores do Centro de Regulação Genômica, mostra que cerca de 7% das proteínas ligadas à cromatina são enzimas metabólicas, indicando que o núcleo possui seu próprio “mini metabolismo”. A presença dessas enzimas no centro de comando da célula pode explicar como o câncer consegue reparar o próprio DNA e resistir a tratamentos como a quimioterapia. Ao mapear esses padrões, cientistas esperam criar medicamentos que ataquem especificamente essas vulnerabilidades metabólicas no coração das células tumorais.

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