Professores contratados temporariamente pela rede estadual de ensino de Pernambuco realizam um ato de protesto na manhã desta sexta-feira (4), em frente à sede da Secretaria de Educação do Estado (SEE), no bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife. A categoria denuncia desligamentos sem aviso prévio ocorridos no início deste mês e aponta que turmas estariam ficando sem aulas devido à saída repentina dos docentes.
De acordo com relatos dos profissionais, contratos que tinham previsão de prorrogação foram encerrados sumariamente, com orientações das gestões escolares para que os docentes não retornassem às salas a partir do dia 1º de setembro. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) criticou a medida, destacando os prejuízos aos estudantes às vésperas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e cobrando a nomeação do cadastro de reserva de concursados.
Em nota, a Secretaria de Educação de Pernambuco informou que o fim dos contratos cumpre o prazo limite legal de seis anos estabelecido pela Lei Estadual nº 11.547/2011. A pasta ressaltou que, devido às restrições da legislação eleitoral, novas convocações dependem do calendário legal, mas garantiu que está realizando um reordenamento na rede para assegurar a substituição imediata dos professores e a continuidade das aulas sem prejuízos ao ano letivo.
Destaques do Impasse na Educação
- Mobilização na Capital: Protesto marcado para as 10h desta sexta-feira (4) na sede da SEE, na Várzea.
- Denúncia da Categoria: Desligamentos sem aviso prévio deixam docentes sem renda e turmas sem aulas.
- Alerta do Sindicato: Sintepe cobra planejamento para não prejudicar estudantes em preparação para o Enem.
- Posição do Governo: SEE alega cumprimento do limite legal de 6 anos e promete reordenamento imediato da rede.

Categoria está em frente à sede da Secretaria de Educação do Estado, na Várzea. (Foto: Cortesia)