COPA DO MUNDO DE 2026 DEVE LEVAR QUASE 100 MILHÕES DE BRASILEIROS ÀS COMPRAS

Por Redação 27/05/2026 18:07 • Atualizado 27/05/2026
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A proximidade da Copa do Mundo de 2026 acendeu o otimismo do setor varejista nacional, que já projeta um impacto financeiro bilionário na economia do país. De acordo com um levantamento inédito realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, o Mundial de Futebol deste ano deverá levar cerca de 99,2 milhões de brasileiros às compras. O estudo aponta que 60% dos consumidores pretendem adquirir algum tipo de produto ou serviço diretamente motivados pelo torneio, consolidando o evento como uma espécie de “segundo Natal” fora de época para o comércio.

Os dados revelam que o ticket médio de gastos estimado por consumidor será de R$ 619,00. Quando recortado exclusivamente para o público das classes A e B, o orçamento planejado sobe para R$ 784,00. No que diz respeito às transações financeiras, a hegemonia das compras à vista se consolidou: cerca de 90% dos torcedores afirmam que não pretendem parcelar os gastos, elegendo o Pix como a principal modalidade de pagamento (57%). O comércio físico continua sendo o destino preferido de 89% dos entrevistados para itens de consumo imediato, com destaque para supermercados (70%) e lojas de bairro (33%). Paralelamente, o e-commerce mantém sua força, sendo o canal escolhido por 67% dos compradores, divididos entre aplicativos de entrega de comida rápida (51%) e grandes lojas online (42%).

Entre os itens mais procurados, o setor de alimentos e bebidas lidera com folga: bebidas não alcoólicas aparecem no topo da lista (68%), seguidas de perto por petiscos (62%), carnes para churrasco (60%) e cervejas (59%). No segmento de vestuário e adereços, o manto da Seleção Brasileira e roupas temáticas são prioridades para 61% dos consumidores, enquanto acessórios de festa como bandeiras e cornetas movimentam as intenções de 42% do público. Grandes redes de varejo, como a Americanas, confirmam a tendência e apontam o Nordeste como uma região de altíssima relevância estratégica. Prova disso é a febre dos álbuns de figurinhas: a rede já comercializou mais de 7,5 milhões de pacotinhos na região nordestina, com Pernambuco ocupando o terceiro lugar no ranking nacional de vendas (1,9 milhão de unidades), ficando atrás somente de potências demográficas como São Paulo e Rio de Janeiro.

Imagem Ilustrativa/IA

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