ENTENDA A LESÃO DE GRAU 2 NA PANTURRILHA QUE PODE TIRAR NEYMAR DA ESTREIA DA COPA DO MUNDO

Por Redação 28/05/2026 18:07 • Atualizado 28/05/2026
Compartilhe

A confirmação de uma lesão muscular de grau 2 na panturrilha direita do atacante Neymar acendeu o sinal de alerta na comissão técnica da Seleção Brasileira às vésperas da estreia na Copa do Mundo de 2026. O médico da equipe canarinha, Rodrigo Lasmar, atualizou o quadro clínico do camisa 10 e revelou que o atleta precisará ficar afastado dos treinamentos e das atividades coletivas pelas próximas semanas. A notícia caiu como uma bomba entre os torcedores, levantando questionamentos sobre a gravidade do problema, os riscos de um retorno precipitado e o real tempo necessário para que o craque volte aos gramados.

Para detalhar o cenário, especialistas em fisioterapia e reabilitação esportiva explicam que a lesão de grau 2 consiste em uma ruptura parcial das fibras musculares, acompanhada de dor aguda e perda funcional. No futebol de alto rendimento, esse músculo é vital, pois atua diretamente na mecânica da corrida, gerando o impulso e a potência necessários para movimentos explosivos de aceleração, salto, frenagem e mudanças bruscas de direção. O tempo de recuperação estimado pelo departamento médico da Seleção, que projeta um retorno em duas ou três semanas, é classificado por especialistas como “extremamente otimista”. Caso exames de ressonância magnética apontem que a lesão atingiu regiões estruturais mais nobres e profundas, como a aponeurose central ou a transição miotendínea, o tempo de cura do colágeno pode facilmente ultrapassar o período de 4 a 6 semanas.

Outro fator que eleva a complexidade do tratamento é o histórico médico recente de Neymar. A literatura científica estabelece que o histórico de lesões anteriores é o principal fator de risco para novos episódios, uma vez que rupturas sucessivas alteram de forma definitiva a arquitetura muscular ao longo dos anos. Além disso, a panturrilha é um dos grandes grupos musculares com maior taxa de recidiva (reincidência), especialmente em atletas que já ultrapassaram a barreira dos 30 anos de idade. Se o jogador retornar aos campos pressionado pela urgência da Copa do Mundo sem cumprir todas as etapas rigorosas da fisioterapia — que englobam o controle da dor, mobilização, fortalecimento e testes biomecânicos de potência —, o risco de uma nova ruptura é altíssimo. Uma recaída nesse estágio resultaria em uma lesão consideravelmente mais grave, gerando compensações musculares prejudiciais em outras partes do corpo e comprometendo não apenas o Mundial, mas o restante de sua temporada esportiva.

Imagem Ilustrativa/IA

Deixe um comentário

Mais do V1 News