Os bastidores diplomáticos e jurídicos entre o Brasil e os Estados Unidos ganharam novos elementos de tensão. De acordo com informações divulgadas com exclusividade pelo portal SBT News, fontes anônimas ligadas ao governo norte-americano informaram que a gestão do presidente Donald Trump acompanha de perto o cenário político brasileiro e avalia a aplicação de sanções a autoridades do país caso ocorram medidas interpretadas como retaliações ao campo da direita durante o período eleitoral.
Entre as medidas monitoradas está o julgamento que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro. Interlocutores indicaram que uma eventual anulação do regime de prisão domiciliar do ex-mandatário poderia motivar a reaplicação dos dispositivos da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A legislação dos EUA em questão permite ao governo americano congelar ativos financeiros e proibir a entrada em território norte-americano de cidadãos estrangeiros acusados de violações de direitos humanos ou de garantias fundamentais.
A movimentação internacional coincide com a agenda de julgamentos do STF nesta semana. O ministro Alexandre de Moraes deve analisar se mantém o ex-presidente em recolhimento domiciliar ou se determina a sua transferência para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. A avaliação ocorre após a Polícia Civil do Distrito Federal identificar uma arma registrada em nome de Bolsonaro sob a posse de um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma fiscalização de rotina em Brasília.
Para esclarecer as circunstâncias do episódio, o ex-presidente Jair Bolsonaro tem um depoimento oficial agendado para esta terça-feira (23). No cenário político, a possibilidade de novas sanções internacionais já vinha sendo ventilada por interlocutores do bloco conservador, como em declarações recentes do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, que classificou a aplicação de restrições externas como uma possibilidade viável dentro do atual contexto de cooperação com parlamentares americanos.
Procurados para comentar as informações veiculadas pelas fontes de bastidores, os representantes oficiais do governo dos Estados Unidos preferiram não emitir declarações públicas sobre o monitoramento. O Supremo Tribunal Federal também foi formalmente acionado pela reportagem, mantendo-se o espaço aberto para manifestações e esclarecimentos institucionais acerca do andamento dos processos.

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