O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na segunda-feira, 22 de junho de 2026, que o governo do Irã concordará em se submeter a inspeções exaustivas de suas instalações nucleares. Segundo o líder americano, a medida faria parte do acordo preliminar assinado entre Washington e Teerã na semana passada, que visa cessar as hostilidades mútuas e garantir a reabertura do Estreito de Ormuz. O pacto estabelece um prazo de 60 dias de negociações para a construção de um tratado final mais abrangente.
A afirmação de Trump foi reforçada pelo vice-presidente norte-americano, JD Vance, durante coletiva de imprensa no resort de Bürgenstock, na Suíça — local que sediou as reuniões bilaterais mediadas por Paquistão e Catar. Vance indicou que o país do Oriente Médio deve permitir o retorno imediato dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), cujas atividades estavam suspensas desde o ataque ocorrido em 28 de fevereiro deste ano.
Em contrapartida, autoridades de Teerã contestaram publicamente a versão de Washington. Fontes oficiais do governo iraniano, ouvidas pela agência de notícias estatal IRNA, asseguraram que as conversas diplomáticas na Suíça não englobaram o programa nuclear do país e que nenhuma nova obrigação sobre o tema foi aceita.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ismaeil Baqaei, ponderou que o relacionamento com a AIEA seguirá os trâmites normais vigentes, respaldado pelas deliberações da Assembleia Consultiva Islâmica e do Conselho Supremo de Segurança Nacional. O descompasso entre as declarações evidencia o clima de desconfiança que cerca os desdobramentos dos próximos 60 dias de conversações.

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