CASO BEATRIZ: JUSTIÇA NEGA PEDIDO DE SIGILO E PROÍBE CENSURA A PROCESSO CONTRA RÉU EM PETROLINA

Por Redação 04/08/2026 16:56 • Atualizado Há 2 horas
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A Justiça de Pernambuco negou o pedido da defesa do réu Marcelo da Silva para decretar sigilo no processo que apura o assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, morta a facadas em 2015 no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, Sertão do Estado. A decisão foi proferida pela juíza Elane Brandão Ribeiro, da Vara do Tribunal do Júri de Petrolina, que rejeitou a alegação dos advogados de que a ampla cobertura jornalística poderia comprometer a imparcialidade do futuro Conselho de Sentença.

Na decisão, a magistrada ressaltou que a comoção social e a repercussão pública do crime não justificam a ocultação das informações do processo. Segundo a juíza, limitar a transparência equivaleria a privar a sociedade e a família da vítima do direito de acompanhar a resposta do Estado diante de uma grave violação de direitos humanos. Os advogados do réu, que responde por homicídio triplamente qualificado, também solicitaram a transferência do julgamento de Petrolina para o Recife alegando razões de segurança, pedido que ainda aguarda análise judicial.

Relembre o Caso e Trâmites do Júri

Beatriz foi morta em 10 de dezembro de 2015 durante uma festa de formatura escolar. O réu, identificado a partir de perícia genética do DNA encontrado na arma do crime em 2022, aguarda a definição da data do júri popular após todos os recursos apresentados pela defesa contra a pronúncia terem sido rejeitados nas instâncias superiores.

Beatriz Angélica, de 7 anos, foi assassinada a facadas no colégio onde estudava, em Petrolina, em 10 de dezembro de 2015 – Reprodução

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