O cenário da televisão brasileira atravessa uma transformação profunda na forma como consome e produz entretenimento musical. Segundo o colunista Flávio Ricco, a ausência de grandes artistas em programas ao vivo, especialmente nos finais de semana, não é uma escolha estética das emissoras, mas uma imposição do mercado. No passado, a TV reinava absoluta como a principal vitrine para cantores; hoje, a prioridade máxima são os shows e turnês, que geram o faturamento real para os artistas.
Com agendas lotadas de apresentações remuneradas de sexta a domingo, bandas e duplas famosas dificilmente conseguem se deslocar para estúdios de TV sem cachês compatíveis com suas bilheterias. Isso explica por que programas de auditório consolidados, como o “Altas Horas”, optam por gravações durante a semana. A TV precisou “se curvar” a essa inversão de prioridades para garantir a presença de nomes como Ana Castela e outros fenômenos da atualidade em sua grade.
Além da música, outros movimentos agitam o mercado de mídia. A Disney estuda reduzir gastos com direitos de transmissão na ESPN, mantendo apenas o essencial. Enquanto isso, na Globo, a expectativa gira em torno da possível sequência de “Avenida Brasil”, embora o martelo sobre a participação de Adriana Esteves ainda não tenha sido batido oficialmente. No campo da Copa do Mundo, o “Domingão do Huck” já definiu Virgínia Fonseca como correspondente especial, focando nos bastidores e no estilo de vida durante o Mundial na América do Norte.

Ana Castela e Serginho Groisman (Globo)