O Ministério da Educação (MEC) solicitou formalmente à Polícia Federal (PF) e à Advocacia-Geral da União (AGU) a abertura de investigações urgentes e a adoção de medidas jurídicas diante de atos de violência e ameaças registrados contra 10 universidades federais do país. A atuação conjunta visa identificar a autoria e as circunstâncias das intimidações direcionadas a estudantes, docentes e ao patrimônio público acadêmico no contexto do período eleitoral do segundo turno.
Entre as instituições afetadas está a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Recentemente, a comunidade acadêmica da UFPE foi alvo de mensagens de incitação ao ódio e ameaças de ataque, registradas logo após um incêndio de grandes proporções atingir o prédio do antigo Parque Tecnológico da universidade no início de outubro, com prejuízos estimados em R$ 100 milhões em equipamentos e laboratórios. O ministro da Educação, Leonardo Barchini, esteve no campus Recife para vistoriar os danos e confirmou que a PF já instaurou inquérito pericial e ouviu suspeitos do envio das mensagens intimidadoras.
Além da UFPE, o ofício encaminhado pelo MEC à Polícia Federal engloba denúncias nas universidades federais Fluminense (UFF), de Brasília (UnB), de Alagoas (UFAL), de Ouro Preto (UFOP), de Jataí (UFJ), do Semi-Árido (Ufersa), do Pará (UFPA), de Santa Maria (UFSM) e do Sul da Bahia (UFSB). Tanto o MEC quanto a reitoria da UFPE repudiaram os ataques e reforçaram que as instituições de ensino devem ser preservadas como ambientes de livre debate democrático e segurança física de sua comunidade.
Destaques das Investigações
- Ação do MEC: Ofícios enviados à PF e à AGU solicitando apuração urgente e salvaguarda do patrimônio público.
- Universidades Atingidas: 10 instituições federais (UFPE, UFF, UnB, UFAL, UFOP, UFJ, Ufersa, UFPA, UFSM e UFSB).
- Situação na UFPE: Ameaças virtuais investigadas pela PF após incêndio que gerou R$ 100 milhões em prejuízos no Parque Tecnológico.
- Posicionamento: MEC e reitoria repudiam tentativas de intimidação do debate acadêmico e cobram punição rigorosa dos responsáveis.

O ministro Leonardo Barchini vistoriou as instalações atingidas e se reuniu com o reitor Alfredo Gomes – Bruna Araújo/MEC