PEIXE-BOI É IMPORTUNADO POR BANHISTAS EM PRAIA PRÓXIMA A PORTO DE GALINHAS; PRÁTICA É CRIME AMBIENTAL

Por Redação 29/09/2026 09:36 • Atualizado Há 9 horas
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Um peixe-boi-marinho, espécie ameaçada de extinção, foi alvo de importunação por parte de turistas, guias e banhistas na Praia do Cupe, no município de Ipojuca, Litoral Sul de Pernambuco. Vídeos que repercutiram nas redes sociais no último sábado (27) mostram dezenas de pessoas aglomeradas ao redor do animal, tocando no mamífero e até tentando montá-lo enquanto ele nadava próximo à faixa de areia.

A conduta gerou forte reação e denúncias de ambientalistas e internautas. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), a aproximação física e o toque em sirênios são expressamente proibidos no Brasil. Além de causar estresse extremo e alterar o comportamento natural do animal, a prática representa riscos de transmissão de doenças entre humanos e a fauna marinha.

A interação inadequada com animais silvestres protegidos é configurada como crime ambiental, respaldada pela Lei nº 9.605/1998 e pelo Decreto Federal nº 6.514/2008. Os infratores estão sujeitos a penas de detenção de seis meses a um ano, além da aplicação de multas que ultrapassam R$ 2,5 mil. O ICMBio reforça que, ao avistar um peixe-boi, a orientação é manter distância, não oferecer comida ou água e não restringir seus movimentos na água.

Destaques do Caso

  • Local do Ocorrido: Praia do Cupe, Ipojuca (região de Porto de Galinhas, PE).
  • Infração Ambiental: Pessoas foram registradas tocando, cercado e montando em espécie ameaçada de extinção.
  • Penalidades Previstas: Enquadramento na Lei de Crimes Ambientais, com pena de 6 meses a 1 ano de detenção e multa a partir de R$ 2,5 mil.
  • Orientações do ICMBio: Proibido tocar, alimentar, dar água ou obstruir o deslocamento natural de sirênios.

Banhistas aglomerados ao redor de peixe-boi (Foto: Reprodução/ Instagram @diariodeipojuca)

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