LULA DEVE TER PALANQUE DUPLO EM PERNAMBUCO COM APOIOS DE RAQUEL LYRA E JOÃO CAMPOS, AFIRMA MINISTRO

Por Redação 08/06/2026 09:46 • Atualizado Há 6 horas
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O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT), confirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotará uma estratégia de palanque duplo no estado de Pernambuco para a disputa das eleições presidenciais de 2026. Em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta segunda-feira (8), o ministro, que atua como coordenador da campanha de reeleição de Lula na região Nordeste, indicou que o chefe do Executivo federal buscará o apoio simultâneo da governadora Raquel Lyra (PSD) e do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), que figuram como adversários diretos na corrida pelo Governo do Estado.

Dias explicou que o comitê político do governo federal está mapeando a engenharia eleitoral de forma individualizada, respeitando a conjuntura interna de cada unidade federativa para evitar atritos locais. “Estamos trabalhando com mais de um palanque em vários estados: Maranhão, Paraíba, Pernambuco. Lá [em Pernambuco] temos o João Campos e a Raquel Lyra”, declarou o ministro. A justificativa para a composição com a governadora remonta ao cenário de 2022, quando Raquel adotou uma postura de neutralidade formal no segundo turno, mas obteve o voto de uma parcela significativa da militância petista no estado, consolidando pontes administrativas com o Palácio do Planalto ao longo do mandato.

Por outro lado, João Campos desponta como um dos principais aliados históricos e estratégicos de Lula no Nordeste. O ex-prefeito integra os quadros do PSB, partido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e mantém uma sólida aliança programática com o PT em Pernambuco. A perspectiva de divisão do capital político do presidente, contudo, não agrada os correligionários socialistas, que defendiam a exclusividade do apoio de Lula à postulação de Campos para evitar a pulverização de votos de centro e centro-esquerda no eleitorado pernambucano.

Wellington Dias também realizou uma autocrítica a respeito da atual gestão federal, apontando que a ausência de uma maioria simples e estável no Congresso Nacional decorreu de falhas de articulação na base aliada nos estados. Para o coordenador, o fortalecimento de palanques plurais e regionalizados é uma premissa técnica para assegurar a governabilidade das legendas aliadas e garantir estabilidade em um eventual segundo mandato do presidente.

Colagem: Ricardo Stuckert/Rodolfo Loepert

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