TRANSPLANTE DE CÉLULAS-TRONCO LLEVA A MAIS DOIS CASOS DE REMISSÃO DO HIV NO MUNDO

Por Redação 29/07/2026 16:40 • Atualizado Há 2 horas
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Dois novos casos de remissão da infecção pelo vírus HIV foram anunciados durante a 26ª Conferência Internacional da Aids, realizada no Rio de Janeiro. Com os relatos do “paciente de Kansas City” (EUA) e do “paciente de Essen” (Alemanha), sobe para 13 o número total de pessoas infectadas que apresentaram ausência do vírus no sangue após realizarem transplante de células-tronco.

Ambos os pacientes foram submetidos ao procedimento como parte do tratamento de outras condições graves de saúde, como leucemia e hepatite B. O sucesso da intervenção está associado a uma mutação genética rara nos doadores, conhecida como CCR5 delta32. Presente em cerca de 10% dos europeus do norte, essa alteração impede que o vírus se conecte às células de defesa do organismo e inicie seu ciclo de replicação.

Entenda o Mecanismo e os Próximos Passos

O vírus HIV infecta os linfócitos T CD4+ ao ligar-se a receptores específicos na membrana celular. Ao receberem o transplante com a mutação CCR5 delta32, os pacientes passam a produzir células imunológicas resistentes ao vírus.

Mesmo com a interrupção do tratamento antirretroviral por mais de um ano em ambos os casos, os exames continuam sem detectar o vírus no organismo. Especialistas reforçam, no entanto, que o termo médico adequado é “remissão prolongada”, visto que é necessário um acompanhamento contínuo para confirmar a ausência definitiva do patógeno.

Imagem Ilustrativa/Magnific

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