O cirurgião ginecológico brasileiro Dr. Igor Chiminacio, especialista em endometriose profunda e cirurgia minimamente invasiva, desenvolveu um modelo visual simplificado chamado “Teoria do Polvo” para explicar a origem das dores causadas pela endometriose. A condição afeta cerca de uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva, mas frequentemente leva entre 8 e 10 anos para ser diagnosticada devido ao desconhecimento sobre como a doença se alastra na pelve.
Na analogia proposta pelo médico, o útero é comparado à cabeça do polvo, enquanto as estruturas de sustentação e tecidos pelvicos (paramétrios) atuam como seus tentáculos. Como essa rede de sustentação é rica em vasos sanguíneos e terminação nervosas, o acometimento da endometriose nesses tecidos irrigados faz com que a dor irradie para regiões distantes do aparelho reprodutor, como a lombar, virilha, quadril e pernas.
A “Teoria do Polvo” busca preencher a lacuna no diálogo entre médicos e pacientes, ajudando as mulheres a identificarem e descreverem sintomas que vão além das cólicas menstruais comuns, como dor na evacuação, dor nas relações sexuais e dor pélvica crônica. A proposta tem sido adotada em aulas e congressos médicos para reforçar que o diagnóstico deve analisar a anatomia pélvica completa, e não apenas lesões visíveis isoladas.
Destaques da Teoria do Polvo na Endometriose
- Analogia Anatômica: O útero representa a cabeça do polvo e os tecidos de sustentação (paramétrios) os tentáculos.
- Origem das Dores Irradiadas: Acometimento dos nervos nos tecidos de sustentação explica dores nas pernas, lombar e virilha.
- Redução do Tempo de Diagnóstico: Facilita a comunicação da paciente na consulta para encurtar a espera pelo diagnóstico correto.
- Sinais de Alerta: Cólicas intensas, dor na relação sexual, dor pélvica persistente e dificuldade para engravidar.

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