O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu publicamente, nesta sexta-feira (18), às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a atuação de facções criminosas no Brasil. Durante evento oficial de segurança pública no Rio de Janeiro, o chefe do Executivo federal rejeitou a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas, termo recentemente adotado pelo governo norte-americano, e defendeu que a resposta brasileira deve focar na reocupação territorial e no combate ao crime organizado.
Em seu discurso, Lula argumentou que o conceito de terrorismo aplica-se a tentativas de golpe de Estado e citou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF no caso dos atos de 8 de Janeiro. Além disso, o presidente fez alertas sobre a soberania nacional, defendendo o reforço da vigilância na região da Margem Equatorial e no Pré-Sal diante do interesse internacional por recursos como petróleo e terras raras.
A cerimônia marcou a apresentação de convênios de integração entre os governos federal, estadual e municipal. As parcerias preveem a proteção de corredores logísticos, ações para reduzir a presença do tráfico em comunidades cariocas e a capacitação da Força Municipal armadas pelo governo federal, em um modelo que o governo pretende usar como referência para o restante do país.
Destaques do Discurso e das Medidas
- Resposta Internacional: Lula rejeitou a classificação de facções como terroristas feita por Donald Trump, defendendo o combate soberano ao crime.
- Soberania Nacional: Presidente pediu vigilância reforçada na Margem Equatorial e no Pré-Sal para proteger petróleo e minerais estratégicos.
- Ações no Rio: Apresentação de acordos para proteger corredores viários (Avenida Brasil, Dutra), reocupar territórios e treinar forças locais.
- Modelo Nacional: Plano integrado entre União, Estado e Município servirá de teste para aplicação em outras regiões do país.

Evento no Rio de Janeiro reuniu a cúpula da segurança pública nas esferas federal, estadual e municipal (Ricardo Stuckert / PR)