O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou uma nova diretriz legal que orienta os estados norte-americanos a recomendarem a vacinação de crianças contra 11 doenças — sete a menos do que a lista estipulada anteriormente pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). A medida altera o calendário vacinal e busca, segundo a administração, alinhar as práticas do país com as evidências de outras nações desenvolvidas.
De acordo com o governo norte-americano, as novas recomendações têm como objetivo ampliar a flexibilidade dos pais nas escolhas de imunização dos filhos. Com a mudança, imunizantes contra hepatite A, hepatite B, rotavírus, meningococo, gripe e Covid-19 deixam de ser indicados de forma geral para toda a população infantil e passam para a categoria de “tomada de decisão clínica compartilhada”, devendo ser avaliados individualmente entre médicos e responsáveis. Já a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) passa a ter orientação para que suas doses sejam divididas e aplicadas em consultas separadas.
Isenções e Justificativa do Governo
A diretriz emitida pela Casa Branca reforça a obrigação dos estados americanos em conceder isenções religiosas e médicas à obrigatoriedade vacinal, além de solicitar planos para aperfeiçoar pesquisas de risco e benefício sobre imunizantes. A justificativa do governo fundamenta-se em uma avaliação que apontou que a rotina do CDC em 2024 acumulava até 84 doses contra 18 doenças, volume superior ao praticado por países europeus comparáveis.
As vacinas que permanecem indicadas para todas as crianças são contra sarampo, caxumba, rubéola, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, Haemophilus influenzae tipo B, doença pneumocócica, HPV e varicela.

Donald Trump está na França participando da reunião do G7 ( MANDEL NGAN / AFP)