A destruição causada pelo incêndio no antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (DINE) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) acarretou a perda irreversível do maior biorrepositório de Chikungunya do Brasil. A estrutura abrigava laboratórios do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica (NUPIT), onde eram armazenadas amostras orgânicas de pesquisas focadas em virologia e oncologia.
Segundo a pós-doutoranda Jamile Taniele, coordenadora de rede de pesquisa no local, mais de 200 mil alíquotas de material biológico foram incineradas. O acervo perdido incluía amostras de sangue, soro e urina de mais de 800 pacientes acompanhados ao longo de três anos para estudos de combate à cronicidade da Chikungunya, além de insumos e dados biológicos da pandemia de COVID-19 e de pesquisas sobre doenças raras e tipos letais de câncer.
Com a destruição das matérias-primas e dos insumos de testagem, pesquisadores e docentes agora limitam os trabalhos ao processamento dos dados clínicos previamente digitados. As causas do incêndio no campus Recife seguem sob apuração do Corpo de Bombeiros e da Polícia Federal.
Destaques do Impacto Científico
- Perdas Principais: Destruição do maior biobanco de Chikungunya do Brasil e de acervos da COVID-19 e oncologia.
- Volume Atingido: Mais de 200 mil alíquotas biológicas incineradas, sendo 85 mil apenas do projeto de Chikungunya.
- Impacto na Ciência: Inviabilização de testes laboratoriais futuros; trabalho restrito aos dados já digitalizados.
- Investigação: Causas do sinistro apuradas pelo Corpo de Bombeiros e Polícia Federal.

Jamile Taniele é coordenadora de uma rede de pesquisa multicêntrica e pós-doutoranda em Inovação Terapêutica (Foto: Weslly Gomes/DP foto)