A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a manutenção da Medida Provisória (MP) editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que proíbe a atuação de casas de apostas online (bets) no Brasil. A manifestação ocorreu após o ministro Luiz Fux, relator do caso no STF, ser acionado por representantes de empresas do setor e clubes de futebol que buscam derrubar a proibição.
A defesa do governo federal argumenta que a intervenção emergencial foi motivada por impactos severos na saúde pública, endividamento das famílias e comprometimento do orçamento de trabalhadores de baixa renda. Assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, o documento aponta que as regras anteriores de autorregulamentação se mostraram ineficazes para conter os transtornos clínicos associados ao vício em jogos.
Em relação ao impacto financeiro, a AGU destacou que os custos públicos para tratar problemas decorrentes das apostas superam significativamente a arrecadação gerada pela atividade. Dados do Ministério da Saúde indicam que os gastos no setor público com esse enfrentamento ultrapassam em R$ 17,25 bilhões o montante arrecadado em impostos. O órgão defende que a regulamentação anterior não confere às empresas um direito permanente de exploração comercial frente ao interesse público.
Destaques da Manifestação da AGU
- Ação no STF: Solicitação encaminhada ao ministro Luiz Fux para manter a proibição das bets.
- Justificativa Social: Prevenção ao superendividamento familiar e proteção da saúde mental dos apostadores.
- Contraponto Econômico: Gastos em saúde pública decorrentes do jogo (R$ 17,25 bilhões) superam a arrecadação tributária do setor.
- Defesa Jurídica: A AGU afirma que o encerramento da atividade por interesse público não constitui direito adquirido das empresas.

Imagem Ilustrativa/IA