LULA CONFIRMA IDA AO G7 NA FRANÇA E BUSCA REUNIÃO COM TRUMP APÓS ANÚNCIO DE SOBRETAXAS

Por Redação 04/06/2026 17:13 • Atualizado Há 4 horas
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, durante reunião interministerial no Palácio do Planalto, sua participação na cúpula do G7, que ocorrerá entre os dias 15 e 17 de junho de 2026, em Evian, na França. Na condição de chefe de Estado convidado, Lula pretende utilizar o fórum internacional para buscar uma reunião bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A pauta prioritária do encontro será a contestação das novas barreiras alfandegárias de 25% impostas a produtos brasileiros e a proposta norte-americana de aplicar uma sobretaxa adicional de 12,5% sob alegação de falhas no combate ao trabalho forçado.

Em pronunciamento aos ministros, o mandatário brasileiro elevou o tom político ao classificar a postura de Washington como injustificada e criticou o que chamou de “desmonte do multilateralismo e da democracia” no cenário global. Lula refutou os argumentos técnicos apresentados pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e rebateu a tese de que o governo norte-americano possua deficit comercial na relação bilateral com o Brasil, afirmando que os balanços econômicos apontam um cenário oposto.

O chefe do Executivo relatou ter sido surpreendido pelas sanções econômicas, uma vez que, em reuniões prévias em Washington, havia entregue a Trump documentos estratégicos sobre cooperação bilateral, segurança e minerais críticos. Durante as críticas direcionadas à condução da política externa dos EUA para a região, Lula também mirou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. O presidente orientou sua equipe ministerial a manter uma postura firme em defesa da soberania nacional e a expandir a busca por mercados alternativos na balança comercial caso as negociações com os EUA não avancem.

Sem mencionar nominalmente a família Bolsonaro, o presidente também direcionou críticas a opositores políticos internos, acusando-os de atuar contra os interesses econômicos do próprio país devido a articulações eleitorais. A declaração do petista ocorre na esteira de agendas recentes cumpridas pelo senador Flávio Bolsonaro e pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro na Casa Branca, dias antes da divulgação oficial das sanções tarifárias pela administração norte-americana.

crédito: AFP

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