FISCALIZAÇÃO NO DF: ARMA REGISTRADA EM NOME DE JAIR BOLSONARO É APREENDIDA COM SARGENTO DO EXÉRCITO DURANTE BLITZ

Por Redação 16/06/2026 12:22 • Atualizado Há 4 horas
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Uma arma de fogo registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na noite da última segunda-feira (15). A apreensão ocorreu durante uma blitz de rotina realizada no Pistão Norte, na região administrativa de Taguatinga. O armamento estava sob a posse de um sargento do Exército Brasileiro, identificado como Estácio Leite da Silva Filho, que é vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Após a abordagem, o militar foi conduzido à 21ª Delegacia de Polícia (Pistão Sul) para prestar esclarecimentos formais.

Durante o procedimento de fiscalização, o sargento apresentou sua documentação de porte funcional e informou aos agentes de segurança que o armamento pertencia a Bolsonaro. Em seu depoimento oficial, o militar explicou que havia retirado a pistola na própria segunda-feira com o objetivo de realizar uma manutenção mecânica corretiva, após constatar uma pane técnica simples no percussor do artefato. De acordo com a versão apresentada pelo sargento do Exército, o item seria devolvido ao proprietário legal nesta terça-feira (16), logo após a conclusão do conserto.

Apesar de o condutor possuir autorização legal para o porte de armas devido à sua função militar, o fato de o dispositivo estar registrado no nome de um terceiro motivou a apreensão preventiva por parte dos policiais militares. O caso foi repassado à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que instaurou um procedimento para apurar a regularidade do transporte do armamento, as circunstâncias da posse e a validade jurídica das justificativas apresentadas.

O proprietário do armamento, o ex-presidente Jair Bolsonaro, cumpre pena em regime de prisão domiciliar humanitária desde a concessão da medida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Condenado a 27 anos e três meses de reclusão por crimes que incluem organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro iniciou o cumprimento da pena em novembro de 2025. O benefício da prisão domiciliar foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), após o ex-presidente apresentar um quadro de broncopneumonia aspirativa em março deste ano, demandando acompanhamento médico contínuo e uso de tornozeleira eletrônica, além de restrições totais de comunicação externa.

Imagem/Reprodução

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