BASTIDORES DE BRASÍLIA: COMISSÃO DO SENADO APROVA AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL E CÂMARA AVANÇA NA REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

Por Redação 11/06/2026 09:30 • Atualizado Há 6 horas
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Os bastidores políticos em Brasília registraram uma movimentação intensa e de forte polarização ideológica entre os poderes nesta quarta-feira (10). Em uma clara derrota para a base do governo federal, a comissão temática do Senado Federal aprovou o relatório do senador Plínio Valério (PSDB-AM) que consolida a independência institucional do Banco Central e estabelece a autonomia do sistema PIX. O texto blinda o mecanismo de transferências eletrônicas, tornando-o constitucionalmente gratuito e proibindo expressamente sua privatização, concessão ou transferência de gestão para entes privados.

Paralelamente, na Câmara dos Deputados, a pauta de segurança pública avançou com a aprovação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O tema dividiu de forma nítida a bancada de Pernambuco no colegiado: enquanto o deputado Mendonça Filho (PSD-PE) posicionou-se a favor da redução da idade penal para a responsabilização de adolescentes, os deputados pernambucanos Renildo Calheiros (PCdoB), Túlio Gadêlha (Rede) e Waldemar Oliveira (Avante) votaram contra a medida. Mendonça Filho também utilizou o espaço para criticar declarações recentes da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, sobre a atuação das forças policiais em comunidades.

No Palácio do Planalto, uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva gerou forte repercussão ao tratar sobre segurança pública e o mercado ilegal de eletroeletrônicos. Ao comentar sobre uma nova ferramenta governamental que irá disparar alertas e mensagens para rastrear mais de 2 milhões de aparelhos celulares que constam nos sistemas oficiais como roubados ou furtados, o mandatário declarou que “rico não compra telefone roubado” e completou afirmando que “só pobre compra”, fala que atraiu críticas imediatas da oposição parlamentar.

O cenário de embates também ecoou críticas da deputada Adriana Ventura (Novo-SP) a respeito do que chamou de “dois pesos e duas medidas” na análise de decisões judiciais. A parlamentar apontou incoerência em setores que comemoraram a suspensão da plataforma X pelo ministro Alexandre de Moraes (STF), mas que agora protestam contra a decisão liminar do ministro Nunes Marques (TSE) que suspendeu a divulgação de uma pesquisa de intenção de voto envolvendo o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No campo das articulações partidárias, o Partido dos Trabalhadores (PT) buscou aproximação religiosa ao lançar sua tradicional “Carta aos Evangélicos”, tentando afastar o rótulo de estratégia meramente eleitoreira para o pleito deste ano.

Imagem/Reprodução

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