O Partido Liberal (PL) reagendou para a próxima quinta-feira (25) a reunião decisiva que vai selar o nome do pré-candidato ou pré-candidata da legenda para disputar o Governo de Pernambuco nas eleições de outubro. A cúpula do partido pretendia realizar o encontro em Brasília na última quinta-feira (18), mas optou pelo adiamento do martelo para alinhar os ponteiros internos e estratégias de chapa.
A confirmação do novo calendário foi dada pelo deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL). O encontro de alta liderança contará com a coordenação do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, e terá a participação direta do ex-prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, atual comandante da legenda em solo pernambucano. O foco central do PL é consolidar uma candidatura própria e competitiva na região para impulsionar palanques proporcionais e expandir o arco de alianças conservadoras.
A entrada oficial de um nome do PL no tabuleiro majoritário de Pernambuco altera profundamente os cálculos de votos no estado, tensionando a corrida que hoje se desenha polarizada entre o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a atual governadora, Raquel Lyra (PSD). Sendo o PL a principal legenda de sustentação do eleitorado bolsonarista e de direita, a existência de um candidato próprio tende a fragmentar o eleitorado conservador e de centro-direita.
Analistas políticos avaliam que esse movimento esvazia o chamado “voto útil” no primeiro turno, dispersando sufrágios que naturalmente migrariam para os blocos de João ou Raquel em uma disputa menos pulverizada. Com uma terceira via de direita ativa, especialmente em redutos com forte apelo conservador e evangélico na Região Metropolitana e no Interior, as chances de uma definição do pleito ainda no primeiro turno caem drasticamente, pavimentando a probabilidade de um segundo turno acirrado e com negociações complexas no estado.

Presidente Nacional do PL Valdemar da Costa Neto, o advogado Odair Francisco da Silva e Alberto Feitosa em reunião pelo PL – DIVULGAÇÃO