TÚLIO GADÊLHA FAZ LEITURA INUSITADA SOBRE VÍDEO DE LULA E QUESTIONA ALIANÇAS EM PERNAMBUCO

Por Redação 22/06/2026 08:11 • Atualizado Há 9 horas
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O cenário político de Pernambuco ganhou novos capítulos neste fim de semana após declarações do deputado federal e pré-candidato ao Senado, Túlio Gadêlha (PSD). Em vídeo publicado em suas redes sociais neste domingo (21), o parlamentar comentou sobre a recente gravação em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializa seu apoio à pré-candidatura de João Campos (PSB) ao Governo do Estado. De acordo com Gadêlha, o chefe do Executivo federal “não estava feliz” no momento do registro.

Aliado político da governadora Raquel Lyra (PSD), o deputado argumentou que a manifestação pública do presidente foi motivada estritamente por amarrações institucionais. “Ele precisou gravar aquele vídeo por conta desses acordos de aliança político-partidária”, afirmou o parlamentar, minimizando o peso do favoritismo exclusivo da peça publicitária veiculada pela equipe do ex-prefeito do Recife. Gadêlha busca, com isso, consolidar pontes que atraiam o eleitorado lulista para a base de sustentação da atual governadora.

Durante o pronunciamento, o pré-candidato ao Senado elevou o tom das críticas ao PSB de Pernambuco, resgatando episódios da política nacional ocorridos em 2016. Ele citou o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e o período em que Lula esteve preso no Paraná para questionar o histórico de fidelidade do partido rival. “Eu estava com Lula quando ele foi preso. (…) Nenhum desses era do PSB. Muito pelo contrário, o PSB de Pernambuco saiu daqui para Brasília para afastar a presidente Dilma”, disparou Gadêlha, tensionando o debate sobre a memória política das siglas no estado.

Apesar do tensionamento, o deputado do PSD defendeu uma tese de fragmentação do palanque presidencial em solo pernambucano. Para o parlamentar, a estratégia ideal para expandir o desempenho eleitoral de Lula na região envolve a participação do presidente em múltiplos palanques da base aliada local, englobando não apenas o palanque de João Campos, mas também os palanques de Raquel Lyra e do pré-candidato Ivan Moraes (PSOL). Segundo ele, a pulverização é necessária para que o presidente ultrapasse a marca de 70% dos votos válidos no colégio eleitoral do estado.

Imagem/Reprodução

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