FORÇA DEVASTADORA: MAIOR TREMOR EM UM SÉCULO ATINGE A VENEZUELA EM DIA HISTÓRICO E ABALOS ACENDEM ALERTAS ATÉ NO BRASIL

Por Redação 25/06/2026 10:36 • Atualizado Há 6 horas
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Uma catástrofe natural de proporções históricas atingiu a Venezuela na noite desta quarta-feira (24), coincidindo com a data em que o país celebrava um feriado nacional de sua independência. Um terremoto de magnitude 7,5 na escala Richter — classificado como o abalo sísmico mais severo a golpear o território venezuelano em mais de cem anos — provocou o colapso e o desabamento de múltiplos edifícios na capital, Caracas. O fenômeno espalhou pânico generalizado na população, que evacuou residências e escritórios em massa diante de estruturas que rachavam e vinham abaixo.

De acordo com relatórios técnicos emitidos pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o evento consistiu na ocorrência quase simultânea de dois tremores principais, cujos epicentros registraram um distanciamento de apenas cinco quilômetros entre si. O abalo de maior impacto teve sua origem mapeada nas proximidades da cidade de El Guayabo, situada a aproximadamente 168 quilômetros de Caracas, ocorrendo a uma profundidade superficial de 13 quilômetros. Em decorrência da baixa profundidade e da vulnerabilidade da infraestrutura urbana local, o USGS emitiu uma projeção de alerta vermelho, sinalizando o risco de danos materiais bilionários e um potencial balanço de milhares de vítimas fatais.

Em cadeia nacional de televisão, o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, confirmou a gravidade dos desabamentos na região metropolitana de Caracas e informou que todos os protocolos de Defesa Civil e forças de segurança foram mobilizados para o socorro imediato. Entre as estruturas de grande porte que sofreram colapsos parciais ou severos danos na alvenaria estão a sede do banco Bancaribe e o Aeroporto Internacional Simón Bolívar. O principal terminal aeroportuário venezuelano teve suas operações de voo suspensas para a avaliação das pistas e terminais.

A tragédia reativa memórias dolorosas na sociedade civil venezuelana, que não enfrentava um cenário de destruição semelhante na capital desde julho de 1967. Naquela ocasião, um sismo de magnitude 6,6 deixou um rastro de centenas de mortos e mais de 1.500 feridos. Atualmente, equipes de resgate e voluntários concentram esforços na remoção manual e mecânica de escombros na tentativa de localizar sobreviventes, enquanto a região continua sendo monitorada devido a sucessivos tremores secundários (réplicas).

A magnitude do evento tectônico na América do Sul fez com que as ondas de choque ultrapassassem as fronteiras venezuelanas. No Brasil, moradores de diversos estados da região Norte sentiram os reflexos das oscilações de terra. Relatos de tremores leves e balanço de luminárias e móveis foram registrados em Manaus (Amazonas), Belém (Pará), Amapá e Roraima, motivando a evacuação preventiva de prédios comerciais e condomínios residenciais de forma imediata.

O cenário de forte atividade sismológica global na quarta-feira ainda incluiu a emissão temporária de um alerta de tsunami para as ilhas do Caribe — suspenso horas depois pelas agências meteorológicas — e um terremoto independente de magnitude 6,9 que atingiu a ilha de Honshu, no Japão.

Imagem/Reprodução

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