FÓSSIL NA ESPANHA REVELA DIPLODOCUS INÉDITO NA EUROPA E REFORÇA TEORIA DE CONEXÃO CONTINENTAL

Por Redação 21/09/2026 19:00 • Atualizado Há 2 dias
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Paleontólogos da Fundação Dinópolis, em Teruel, anunciaram a descoberta dos primeiros fósseis do gênero Diplodocus fora da América do Norte. Os restos fossilizados, que incluem 14 vértebras caudais e diversos ossos chevron datados de cerca de 150 milhões de anos, foram encontrados no sítio La Tejería, localizado no município de El Castellar, no leste da Espanha.

A descoberta, detalhada em estudo publicado no Journal of Vertebrate Paleontology, representa um dos esqueletos de diplodocídeos mais completos já registrados no continente europeu. Até então, o icônico saurópode de pescoço longo e cauda extensa possuía registros fósseis confirmados apenas na Formação Morrison, na América do Norte.

O achado fornece uma das evidências mais sólidas sobre o intercâmbio de fauna terrestre entre a América do Norte e a Europa durante o período Jurássico Superior. Os cientistas apontam que a presença do gigante na Península Ibérica fortalece a hipótese da existência de antigas pontes terrestres ou recuos do nível do mar no proto-Oceano Atlântico, permitindo a travessia de grandes dinossauros entre os continentes em formação.

Destaques da Descoberta

  • Achado Inédito: Primeira evidência esquelética confirmada do gênero Diplodocus fora da América do Norte.
  • Localização: Sítio fossilífero de La Tejería, em El Castellar, leste da Espanha.
  • Material Encontrado: 14 vértebras caudais e ossos chevron bem preservados de aproximadamente 150 milhões de anos.
  • Impacto Científico: Comprova a migração e o intercâmbio de fauna entre os continentes europeu e norte-americano no Jurássico Superior.

Imagem Ilustrativa/Magnific

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