O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado no segundo turno das eleições presidenciais no último domingo (25), viajou para os Estados Unidos com sua família. A informação sobre a chegada do parlamentar ao território norte-americano foi divulgada nesta terça-feira (27) pelo ex-subsecretário de Turismo do México e aliado do governo Donald Trump, Simón Levy, e posteriormente confirmada à agência Reuters por interlocutores do senador e por uma fonte do governo dos EUA.
Em publicação na rede social X, Levy afirmou que a viagem e a acolhida em solo norte-americano teriam sido articuladas pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. “Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos. O cérebro por trás dessa operação é o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Dos Estados Unidos, livre e seguro, Flávio liderará a oposição contra Lula”, escreveu o aliado de Trump, embora não tenha apresentado provas públicas da alegada operação oficial.
A viagem do parlamentar ocorre no momento em que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a entrega dos passaportes de Flávio Bolsonaro à Polícia Federal em um prazo de 24 horas. A medida cautelar foi expedida no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.
Entenda o Caso
- Saída do País: Flávio Bolsonaro deixou o Brasil acompanhado da família após a confirmação da vitória de Lula no 2º turno.
- Declaração Internacional: O aliado do governo Trump, Simón Levy, declarou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, articulou a ida do senador.
- Decisão do STF: O ministro Alexandre de Moraes (STF) deu prazo de 24 horas para que o senador entregasse seus passaportes à Polícia Federal.
- Contexto Jurídico: A ordem do STF faz parte de um inquérito sobre suposta prática de lavagem de dinheiro.

Imagem/Reprodução