O Governo de Pernambuco emitiu nota oficial nesta quinta-feira (20 de agosto de 2026) contestando o pedido de impeachment protocolado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) contra a vice-governadora Priscila Krause (PSD) e a secretária estual de Saúde, Zilda Cavalcanti. A gestão estadual classificou a ação promovida por três deputados de oposição do PSB (Rodrigo Farias, Romero Albuquerque e Sileno Guedes) como uma movimentação de cunho puramente político-eleitoral, afirmando que as alegações “não correspondem aos fatos”.
A contestação surge após o pedido da oposição apontar supostas irregularidades em repasses públicos destinados à Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns, unidade hospitalar que tem como sócio o marido da vice-governadora. Em resposta, o Poder Executivo esclareceu que Priscila Krause não faz parte do quadro societário da instituição e lembrou que o hospital atua como prestador complementar do Estado há 55 anos, tendo firmado convênios ao longo de 16 gestões estaduais anteriores.
A nota governamental também minimizou os apontamentos feitos no relatório do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS), ressaltando que as inconsistências documentais identificadas representam apenas 1,4% do valor total auditado. Além disso, o Palácio do Campo das Princesas destacou parecer emitido pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) em 2024, que já havia analisado o caso e afastado a hipótese de ilegalidade ou vedação contratual nos repasses efetuados.
Argumentos da Defesa do Governo
- Caráter Político: Ação é classificada como manobra político-eleitoral sem amparo fático.
- Sem Vínculo Societário: A vice-governadora Priscila Krause não integra a sociedade do hospital auditado.
- Histórico do Hospital: A unidade presta serviços complementares à saúde de Pernambuco há 55 anos, atravessando 16 governos.
- Dados da Auditoria: As inconsistências documentais no DenaSUS correspondem a 1,4% do valor analisado e apenas 0,06% das sessões de hemodiálise.
- Parecer do TCE-PE: Decisão de 2024 do órgão de contas descartou irregularidades nas contratações continuadas.

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