A trajetória de superação da carioca Thais Barbosa, de 34 anos, ilustra o papel transformador da educação na reconstrução de trajetórias sociais e profissionais. Após viver 12 anos em situação de rua e dependência química por crack, tendo interrompido os estudos aos 13 anos de idade, ela conquistou o diploma do ensino médio por meio do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).
A decisão de mudar de vida veio acompanhada do plano de se qualificar profissionalmente para garantir estabilidade para a família. De início, Thais obteve o certificado do ensino fundamental e atuou como camareira e arrumadeira. Após dedicar-se aos estudos com o auxílio de aulas gratuitas na internet, alcançou a pontuação necessária no Encceja para a conclusão da educação básica, buscando agora uma recolocação formal no mercado de trabalho.
A realidade de Thais reflete um cenário amplo no país: segundo dados da Pnad Contínua (IBGE), mais de 40% dos adultos brasileiros com mais de 25 anos não concluíram a educação básica. O exame surge como alternativa para milhares de pessoas, como o técnico em manutenção Luiz Ferreira Filho Tarcha, de 57 anos, morador de Piancó (PB), que voltou aos livros após décadas afastado da escola com o objetivo de concluir o ensino médio e cursar faculdade de Libras.
Destaques do Exame e Dados
- Superação Pessoal: Conclusão da educação básica após anos em situação de rua e vício em drogas.
- Mecanismo de Inclusão: O Encceja certifica jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade regular.
- Panorama Nacional: Mais de 40% dos brasileiros acima de 25 anos não possuem a educação básica completa (IBGE).
- Projeção de Futuro: Qualificação profissional e busca por novas oportunidades de trabalho formal.

Thais, quando vivia na rua e era usuária de crack (à esq.), e agora, focada nos estudos (à dir.) — Foto: Arquivo pessoal