Um momento de profunda emoção e simbolismo tecnológico marcou a primeira edição do Brazilian Engineering Awards, em São Paulo, nesta sexta-feira (17 de abril). A ex-ginasta Lais Souza surpreendeu o público ao subir ao palco em pé, utilizando um equipamento de tecnologia assistiva de ponta. Foi a primeira vez que Lais fez uma aparição pública utilizando a órtese, que geralmente faz parte apenas de sua rotina privada de fisioterapia. A participação inédita teve um propósito especial: homenagear a cientista Tatiana Sampaio, professora da UFRJ.
Tatiana Sampaio é uma das principais mentes por trás das pesquisas com a polilaminina, substância que promete revolucionar a regeneração de lesões na medula espinhal e que, em 2026, avançou para a fase de testes clínicos após o aval da Anvisa. No palco, a imagem de Lais em pé simbolizou o elo entre a inovação da engenharia brasileira e a esperança real de milhares de pessoas com deficiência. “É diferente, eu fico tensa, mas acho que vai ser lindo”, declarou a ex-atleta momentos antes de entrar no palco, visivelmente emocionada com o avanço da ciência que ela mesma representa.
A premiação, que integrou a programação de um dos maiores eventos de inovação do mundo, buscou valorizar profissionais que impulsionam a engenharia no país. A presença de Lais Souza, tetraplégica desde 2014 após um acidente de esqui, serviu como o testemunho vivo do impacto que o investimento em pesquisa e desenvolvimento pode ter na qualidade de vida humana. O encontro entre a cientista e a ex-atleta foi recebido com aplausos de pé, consolidando-se como o marco mais impactante do setor tecnológico neste ano.

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