ALERTA NA SAÚDE: PESQUISA VINCULA MÉTODO CONTRACEPTIVO POPULAR A MUDANÇAS RELEVANTES NO COMPORTAMENTO ALIMENTAR

Por Redação 22/06/2026 11:54 • Atualizado Há 5 horas
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Um estudo recentemente publicado na revista científica JAMA Network Open trouxe novas evidências sobre como os hormônios sintéticos podem interferir na relação das mulheres com a alimentação. Conduzida por cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, a pesquisa sugere que o uso de anticoncepcionais orais combinados monofásicos pode estar associado a uma maior frequência de episódios de “comer emocional” — caracterizado pelo consumo de alimentos em resposta a estímulos sentimentais ou estresse.

O levantamento acompanhou 422 mulheres com idades entre 15 e 30 anos ao longo de 49 dias consecutivos. Por meio de questionários diários detalhados, as voluntárias registraram suas emoções, rotinas de alimentação e o uso do contraceptivo. A análise dos dados indicou que o comportamento alimentar impulsivo foi significativamente mais comum nos dias em que as participantes ingeriam os comprimidos hormonais ativos, em comparação com o período de pausa (ingestão de pílulas placebo). Esse padrão de variação manteve-se constante mesmo após o controle de outras variáveis reguladoras, como variações de humor negativo ou preocupações estéticas com o peso corporal.

Os autores da publicação ponderam que o estudo não estabelece uma relação direta de causa e efeito, ou seja, não prova isoladamente que o anticoncepcional provoque transtornos de compulsão alimentar. No entanto, a associação estatística acende um sinal importante para a comunidade médica. A principal hipótese levantada pelos pesquisadores baseia-se na ação conjunta do estrogênio e da progesterona sintéticos, que teriam potencial para modular neurotransmissores e mecanismos cerebrais diretamente envolvidos na regulação do apetite e na percepção de saciedade.

Um dado curioso detectado ao longo do experimento foi a redução gradual e coletiva dos episódios de comer emocional à medida que os dias avançavam. Os cientistas trabalham com a teoria de que o próprio hábito de responder aos questionários e anotar a alimentação diária funcionou como uma ferramenta de automonitoramento, auxiliando as participantes a reconhecer e frear os impulsos. O grupo de pesquisa ressalta que novas investigações de longo prazo são essenciais para mapear perfis genéticos ou biológicos de maior suscetibilidade e checar se o efeito se repete em outros formatos de contracepção hormonal.

Imagem Ilustrativa/Freepik

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