ESTADOS UNIDOS SANCIONAM DOIS BRASILEIROS E TRÊS EMPRESAS POR SUPOSTA LIGAÇÃO COM O PCC

Por Redação 01/07/2026 12:34 • Atualizado Há 4 horas
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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos formalizou, nesta quarta-feira (1º), a aplicação de sanções econômicas contra duas pessoas físicas e três jurídicas de origem brasileira. O governo norte-americano acusa o grupo de integrar uma rede internacional de lavagem de dinheiro com supostas ligações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Esta medida representa a primeira rodada de retaliações financeiras promovidas pela administração de Donald Trump desde que o país classificou o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais, em junho de 2026.

As investigações, centralizadas no estado da Flórida, apontam os cidadãos Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, além das empresas Victory Trading, Pixwave Soluções de Pagamentos e Wave Construções Inteligentes, como componentes do braço financeiro da organização. Em nota oficial, o subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira, Gene Lange, declarou que o crime organizado transnacional ameaça a segurança interna dos EUA e que o governo busca, por meio dos bloqueios, coibir a circulação de receitas ilícitas em solo americano.

De acordo com o comunicado do Departamento do Tesouro, Victor Henrique Shimada é apontado pelas autoridades estrangeiras como um elo estrutural entre os operadores na Flórida e traficantes internacionais. A acusação estima que o brasileiro tenha lavado mais de US$ 30 milhões gerados em território norte-americano, utilizando transações com criptomoedas para transferir os valores de volta ao mercado brasileiro. O relatório menciona ainda que a empresa Victory Trading, da qual Shimada é sócio, foi anteriormente investigada no Brasil por lavagem de dinheiro desviado em contratos de patrocínio esportivo de futebol. No âmbito nacional, Shimada já havia sido denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em julho de 2025.

Em relação a Stella de Oliveira, os documentos norte-americanos informam que ela possui vínculo familiar com Shimada e atuava como intermediária logística, sendo responsável pela coleta e destinação de grandes quantias em espécie. O governo dos EUA vincula a ação a um desdobramento que resultou na prisão de outros seis indivíduos em janeiro deste ano na Flórida. As sanções econômicas determinam o congelamento de quaisquer bens ou ativos que os citados possuam sob jurisdição americana e proíbem cidadãos e empresas dos EUA de realizarem transações financeiras com os sancionados.

Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

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