FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO MAIS CARO: BRADESCO, ITAÚ E SANTANDER ELEVAM TAXAS DE JUROS; CAIXA SEGUE EM SILÊNCIO

Por Redação 30/10/2026 11:54 • Atualizado Há 20 horas
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Quem planeja adquirir a casa própria por meio de crédito imobiliário vai encontrar condições mais custosas nos três maiores bancos privados do país. Em movimentação recente, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander anunciaram reajustes para cima nas taxas de juros aplicadas aos contratos de financiamento habitacional. Juntas, as três instituições responderam por cerca de 55% de todo o montante financiado para compra de imóveis no Brasil entre janeiro e setembro deste ano.

As instituições justificam o encarecimento do crédito apontando a recente escalada nos juros futuros (DI) no mercado financeiro. Por se tratar de uma linha de financiamento de longo prazo — que pode se estender por até 35 anos —, o custo de captação de recursos pelos bancos acompanha a curva de juros do mercado, que oscila conforme as projeções para a inflação, contas públicas e cenário econômico global.

A Caixa Econômica Federal, líder isolada na concessão de crédito imobiliário no país com cerca de metade do mercado, não se manifestou sobre eventuais reajustes. Procurada, a instituição informou que está em período de silêncio devido à proximidade do balanço financeiro trimestral.

Resumo das Novas Taxas Anunciadas pelos Bancos

  • Bradesco: A taxa da linha principal subiu de 11,99% + TR para até 15% + TR ao ano. Para o segmento Private, a taxa passou de 11,70% para 13,60% + TR.
  • Itaú Unibanco: A taxa mínima passou para 12,95% + TR ao ano (podendo chegar a 14,85% + TR para não correntistas).
  • Santander: As operações passam a ser ofertadas com piso a partir de 12,49% + TR ao ano.
  • Caixa Econômica Federal: Mantém condições inalteradas até o momento.

O Impacto no Bolso e Recomendações aos Compradores

O aumento percentual nas taxas de juros reduz o poder de compra das famílias, elevando o valor das parcelas mensais e exigindo uma renda mínima maior para aprovação do crédito. Especialistas do setor recomendam atenção a pontos fundamentais antes da contratação:

  1. Compare o CET (Custo Efetivo Total): A taxa nominal de juros é apenas parte do custo. O CET abrange seguros obrigatórios (MIP e DFI), tarifas administrativas e taxas operacionais que podem encarecer a parcela.
  2. Sistema de Amortização (SAC vs. Price): No sistema SAC, as parcelas iniciam mais altas e reduzem progressivamente. Na Tabela Price, as parcelas são fixas, mas o volume total de juros pagos ao final costuma ser superior.
  3. Pequisas entre Instituições: Diante das divergências de taxas, simular a proposta em múltiplos bancos — incluindo bancos públicos — pode gerar economias expressivas no saldo devedor final.

Imagem Ilustrativa/Magnific

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