Cientistas e meteorologistas alertam para a formação de um “Super El Niño” que pode figurar entre os mais intensos já registrados pela ciência. O fenômeno — caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial — já provoca alterações no clima global e acende o sinal de alerta para secas extremas, ondas de calor e tempestades severas em diversas regiões do Brasil.
Para tentar antecipar os impactos, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) utilizam supercomputadores atualizados e dados do sistema de monitoramento mantido pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), que conta com centenas de boias oceânicas e satélites. Paralelamente, expedições científicas analisam formações rochosas e estalagmites em cavernas para mapear eventos climáticos ocorridos ao longo dos últimos milênios.
O ápice do fenômeno é esperado para os próximos meses, devendo estender seus efeitos com forte intensidade ao longo de 2027. Além das elevadas temperaturas, as autoridades se preocupam com o aumento do risco de incêndios na Amazônia e deslizamentos de terra nas regiões Sul e Sudeste, onde órgãos como o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) atuam na prevenção de tragédias.
Principais Riscos e Tecnologias de Monitoramento
- Tecnologia de Prevenção: No Sul do país, sensores de solo (inclinômetros) e drones com mapeamento 3D estão sendo implantados pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para emitir alertas precoces de deslizamento.
- Impactos na Amazônia: A combinação de estiagem severa e altas temperaturas eleva o perigo de queimadas, cuja prevenção é monitorada por entidades como o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM).

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