TESTE DE DNA COM CÃES DA USP REVELA MISTURA GENÉTICA POR TRÁS DO VIRA-LATA CARAMELO

Por Redação 27/07/2026 12:12 • Atualizado Há 6 horas
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Um estudo genético conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) analisou o DNA de cães vira-latas de pelagem caramelo vindos de diferentes regiões do Brasil. A pesquisa investigou a composição biológica de três animais — de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife — para entender os fatores genéticos que definem um dos maiores símbolos da cultura popular do país.

As análises laboratoriais mostraram que não existe uma raça predominante ou um “padrão único” para a formação do vira-lata caramelo. O cão carioca Valente apresentou em seu genoma marcas de boxer, galgo espanhol e chihuahua, além de 75% da composição associada a dezenas de outras raças. O pernambucano Frevo registrou traços de fila brasileiro, pastor da Mantiqueira e doberman, com 74% de mistura espalhada por mais de 60 raças. Já a cadela paulista Jenny revelou ter cerca de 25% de DNA de Yorkshire terrier, indicando que um dos avós era de raça pura.

Genética da Pelagem e Representatividade

Segundo geneticistas e veterinários envolvidos no projeto, a cor caramelo não é uma raça, mas a manifestação de combinações genéticas diversas que podem surgir por diferentes mecanismos biológicos. Cerca de 40% dos cães sem raça definida (SRD) no Brasil possuem essa tonalidade de pelagem, o que explica a presença massiva do animal em ambientes urbanos e rurais por todo o território nacional.

Especialistas ressaltam que a heterogeneidade genética também se reflete no comportamento e no porte dos animais, fazendo com que cada indivíduo possua características físicas e temperamentais únicas, moldadas tanto pela herança biológica quanto pelo ambiente de convivência.

Imagem Ilustrativa/ Magnific

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